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A corrida ajuda a recuperar a forma depois do parto

A corrida ajuda a eliminar toxinas da gravidez, libera endorfina, promove a perda de peso, melhora a auto-estima e combate a depressão pós-parto.

Esse artigo é totalmente dedicado às mães corredoras, pois são elas que abdicam dos treinos durante um período. Mas a volta às corridas após a gravidez requer paciência e treinos leves.

Depois de nove meses de espera, eis que o seu pequeno chega ao mundo. Durante o período de gestação você até conseguiu se manter ativa, fez sessões de hidroginástica, yoga, caminhou, pedalou e até arriscou umas corridinhas, enquanto a barriga não incomodava. Mas, depois do parto, tudo mudou. Inclusive o seu corpo e as suas prioridades. Daí a voltar à rotina normal dos treinos é uma longa caminhada, literalmente.

A corrida ajuda a eliminar toxinas da gravidez, libera endorfina, promove a perda de peso, melhora a auto-estima e combate a depressão pós-parto. “A prática da atividade física após o parto é recomendada porque ajuda o corpo a recuperar o ritmo de algumas funções, como a circulação e o funcionamento do intestino”.

“O condicionamento voltará aos poucos, por isso a mãe pode voltar de forma bem tranquila a correr”. Afinal, o corpo humano tem memória fisiológica e logo que a rotina estiver restabelecida a mulher tirará de letra o tripé maternidade, trabalho e corrida. Um exemplo disso é a corredora inglesa Paula Radcliffe que, no início de 2007 deu a luz a sua filha Isla e, no final daquele ano, venceu a Maratona de Nova York.

No caso de Radcliffe, uma atleta excepcional, recordista mundial de maratona, o primeiro trote foi 12 dias após o parto. Mas o aval médico para o retorno às atividades físicas se dá entre duas e cinco semanas após o nascimento do bebê, a depender do tipo de parto: normal ou cesárea. Comigo, que fui submetida a uma cesárea na 39ª semana de gestação, ganhei liberação médica para voltar às atividades após 30 dias.

O tempo de retorno para a atividade física após o parto é muito relativo, pois cada mulher reage de uma forma à chegada do bebê ao mundo e a saída dele de dentro do corpo humano. Para umas o processo de recuperação é mais lento, para outras mais rápido.

De uma forma ou de outra, o destreinamento ocorre, afinal, durante a gestação, por mais que você tenha se mantido ativa, sua carga esportiva foi reduzida. Você deve ter treinado em frequências cardíacas mais baixas e de forma mais leve para preservar a sua saúde e a do bebê. Sem contar com uma série de mudanças que acontecem no corpo durante esses nove meses e que persistem por algum tempo após o parto. São os hormônios, alteração de peso, mudança do centro de gravidade e afrouxamento ligamentar, por exemplo.

Uma corrida a cada mamada.

Voltar a correr após a gestação é como iniciar qualquer atividade física partindo do sedentarismo. O esforço deve ser gradativo e de evolução constante. Porém, para quem está amamentando o cuidado deve ser maior. Pois a incidência do ácido lático em maior quantidade no corpo pode alterar o sabor do leite e causar uma rejeição, por parte do bebê.

Mas o médico explica que as mães não devem se desesperar com a tal alteração no leite, em função do retorno à corrida. A não ser que a mãe volte à ativa já treinando em ritmo de maratona, a produção de ácido lático não vai atrapalhar o aleitamento materno, afinal a recomendação é que essa volta seja em ritmo moderado. A diminuição do hormônio lactogênio, responsável pela produção do leite se dá em mulheres que fazem treinos de endurance, ou seja, com alta intensidade e longa duração. “Estudos em mulheres que fazem trotes ou corridas leves durante um pequeno intervalo de tempo não mostram uma relação dessa prática com a diminuição da produção do leite materno”.

Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva, exercícios aeróbicos com intensidade moderada a forte (entre 40% a 75% do VO2Máx ou a 55% a 85% da freqüência cardíaca máxima) é seguro para a mãe que amamenta, eficaz no período pós-parto e não apresenta nenhuma alteração significativa no volume e composição do leite materno.

Especialista em aleitamento materno, explica que para as mamães corredoras não prejudicarem a amamentação com o esporte o ideal é trabalhar o exercício em um ritmo de condicionamento aeróbico e nunca deixar que o treino entre no estágio anaeróbico, quando há uma maior produção de ácido lático pelo organismo. “Correr de forma leve a moderada, algumas vezes por semana, não vai mudar o gosto, consistência ou quantidade do leite. Isso é um mito. O que vai alterá-lo é um treinamento esportivo intenso”.

Corpo mole. Além do cuidado com a amamentação, a mãe corredora deve se preocupar com a questão do afrouxamento gravídico, movimento do corpo de, como o nome diz, “afrouxar” as articulações, ou seja, deixá-las amolecidas para o preparo do canal de parto. Apesar de apenas essa região precisar se afrouxada, todas as articulações ficam mais maleáveis. Isso significa cuidado redobrado para evitar torções e tendinites durante a prática esportiva.

“Esses acidentes são comuns nas mulheres que acabam de ter filho e querem voltar rápido a correr para recuperar o condicionamento e a forma física. Mas imagine que o organismo foi mudando lentamente, por nove meses, para formar o bebê. Após o nascimento, a curva de recuperação deve ser descendente e de forma gradativa. O organismo precisa de tempo para voltar ao normal, o útero involuir e a perda de peso acontecer”.

Para as mamães que desejam retomar os treinos, lembrem-se, exercícios leves e moderados para que tudo ocorra bem.

Bons treinos!

Colunista: Felipe Romano é preparador físico
Fonte: http://ativo.uol.com.br/

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